assassins creed: a cruzada secreta - tumblr · pdf file 2013. 8. 15. · cip-brasil....

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  • Obras do autor publicadas pela Editora Record

    Série Assassin’s Creed Renascença Irmandade

    A cruzada secreta

  • Tradução de Domingos Demasi

  • CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO NA FONTE SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ

    Bowden, Oliver B782c

    A cruzada secreta / Oliver Bowden; tradução de Domingos Demasi. – Rio de Janeiro: Galera Record, 2012.

    (Assassin’s creed; 3)

    Tradução de: The Secret Crusade ISBN 978-85-01-40131-1

    1. Assassinos - Ficção. 2. Ficção inglesa 3. Livros eletrônicos. I. Demas, Domingos. II.Título. III. Série.

    12-5966

    CDD: 823 CDU: 821.111-3

    Título original em inglês:

  • Assassin’s Creed: The Secret Crusade

    Copyright © 2012 Ubisoft Entertainment. Todos os direitos reservados.

    Assassin’s Creed, Ubisoft e logo da Ubisoft são marcas registradas de Ubisoft Entertainment nos Estados Unidos e/ou

    em outros países.

    Publicado mediante acordo com Penguin Books LTD.

    Todos os direitos reservados. Proibida a reprodução, no todo ou em parte, através de

    quaisquer meios. Os direitos morais do autor foram assegurados.

    Composição de miolo: Abreu’s System

    Texto revisado segundo o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.

    Direitos exclusivos de publicação em língua portuguesa somente para o Brasil adquiridos pela

    EDITORA RECORD LTDA. Rua Argentina 171 – Rio de Janeiro, RJ – 20921-380 – Tel.:

    2585-2000 que se reserva a propriedade literária desta tradução.

  • Produzido no Brasil

    ISBN 978-85-01-40131-1

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    Atendimento e venda direta ao leitor: [email protected] ou (21) 2585-2002.

  • Prólogo

    O majestoso navio rangia e gemia; as velas estavam abauladas, enfunadas pelo vento. Há dias longe da terra, ele repartia o oceano em direção à grande cidade do oeste, levando uma carga preciosa: um homem — um homem que a tripulação conhecia apenas como o Mestre.

    Estava entre eles agora, sozinho no convés do castelo de proa, onde baixara o capuz do manto para deixar que a água do mar batesse no corpo, sentindo-a com o rosto contra o vento. Ele fazia isso uma vez por dia. Saía de sua cabine e subia para caminhar pelo convés, escolhia um

  • local para contemplar o mar, então voltava para baixo. Às vezes ficava no convés do castelo de proa, às vezes no convés do tombadilho. Sempre encarava o mar cristado de branco.

    Todos os dias a tripulação o observava. Eles trabalhavam, chamando uns aos outros no convés e no cordame, cada qual com um serviço a fazer enquanto a todo momento furtavam olhares à figura solitária e pensativa. E eles se perguntavam “Que tipo de homem era ele?”, “Que tipo de homem estava em meio a eles?”.

    Agora o estudavam discretamente, enquanto o homem se afastava da balaustrada do convés e colocava o capuz. Ele permaneceu ali por um momento com a cabeça baixa, os braços

  • soltos próximos ao corpo, enquanto a tripulação o observava. Alguns talvez até mesmo tenham empalidecido quando ele caminhou ao longo do convés, passou por eles e voltou para sua cabine. E quando a porta se fechou às suas costas, cada um dos homens descobriu que estivera prendendo a respiração.

    Lá dentro, o Assassino voltou à sua escrivaninha e sentou-se, enchendo uma taça de vinho antes de pegar um livro e puxá-lo em sua direção. Então o abriu. E começou a ler.

  • P A R T E U M

  • I

    19 de junho de 1257

    Maffeo e eu permanecemos em Masyaf e continuaremos aqui por enquanto. Pelo menos até uma ou duas — como posso dizer? — incertezas serem resolvidas. Enquanto isso, estamos sob as ordens do Mestre, Altaïr Ibn-La’Ahad. Frustrado por ceder o domínio dos nossos destinos desse modo, principalmente para o líder da Ordem, o qual em sua idade avançada maneja a ambiguidade com a mesma precisão cruel com que outrora manejava espadas e adagas, eu pelo menos tenho o

  • benefício de compartilhar de suas histórias. Maffeo, no entanto, não possui tal vantagem e tem ficado cada vez mais inquieto. É compreensível. Está cansado de Masyaf. Não gosta de percorrer as encostas íngremes entre a fortaleza do Assassino e a aldeia abaixo, e o terreno montanhoso é pouco atraente para ele. Maffeo diz que é um Polo, e após seis meses aqui, o desejo de viajar é como o chamado de uma mulher cheia de curvas: persuasivo e tentador demais para ser ignorado. Ele anseia por estufar as velas e partir para novas terras, deixando Masyaf para trás.

    Falando muito francamente, sua impaciência é um tormento sem o qual posso viver. Altaïr está à beira de fazer um pronunciamento. Posso sentir isso.

  • Então, hoje declarei: — Maffeo, vou te contar uma história. Que modos os desse homem. Somos

    realmente parentes?, pergunto a você. Eu começo a duvidar. Pois, em vez de receber essa notícia com um entusiasmo que claramente se justificaria, poderia jurar que o ouvi bufar (ou talvez deva acreditar que ele podia simplesmente estar sem ar por causa do sol quente), antes de me pedir em um tom bastante exasperado:

    — Antes que me conte, Niccolò, você se importaria em me dizer do que se trata?

    No entanto, continuei: — Essa é uma boa pergunta, irmão —

    respondi, e pensei um pouco sobre o assunto enquanto seguíamos nosso caminho, subindo pela terrível encosta.

  • Acima de nós a cidadela pairava sombriamente no promontório, como se tivesse sido talhada no próprio calcário. Eu tinha decidido que queria o cenário perfeito para contar minha história, e não havia lugar mais apropriado do que a fortaleza de Masyaf. Um castelo imponente com muitas torres e cercado por rios reluzentes, que ocupava uma posição de destaque diante da movimentada aldeia abaixo, o assentamento em um ponto alto dentro do Vale do Orontes. Um oásis de paz. Um paraíso.

    — Eu diria que é sobre conhecimento — decidi finalmente. — Assasseen, como sabe, representa “guardião” em árabe; os Assassinos são os guardiães dos segredos, e os segredos que guardam são

  • de conhecimento, portanto, sim... — Sem dúvida pareci muito satisfeito comigo mesmo — É sobre conhecimento.

    — Então receio ter um compromisso. — Ah? — Eu com certeza acolheria muito bem

    uma distração dos meus estudos, Niccolò. Mas não desejo um aumento deles.

    Sorri. — Certamente quer ouvir as histórias

    que me foram contadas pelo Mestre. — Isso depende. O seu discurso faz

    com que elas soem menos do que interessantes. Sabe quando você diz que tenho tendência a gostar mais de crueldade nas histórias que você me conta?

    — Sim. Maffeo deu um meio sorriso.

  • — Bom, tem razão, tendo mesmo. — Então terá isso também. Afinal, são

    os relatos do grande Altaïr Ibn-La’Ahad. Essa é a história da vida dele, irmão. Acredite em mim, não vão faltar acontecimentos, e muitos deles, você ficará feliz em perceber, têm derramamento de sangue.

    Agora tínhamos subido o antemuro para a parte externa da fortaleza. Passamos por baixo da arcada e atravessamos o posto de guarda, subindo novamente ao irmos em direção ao castelo no interior. Adiante de nós estava a torre na qual ficava os aposentos de Altaïr. Por semanas eu o visitei ali e passei incontáveis horas ao seu lado, extasiado, enquanto ele se sentava com as mãos entrelaçadas e os cotovelos sobre os braços da cadeira alta

  • contando suas histórias, com os velhos olhos mal podendo ser vistos sob o capuz. E cada vez mais me dava conta de que aquelas histórias estavam sendo contadas para mim com um propósito. Que, por algum motivo, ainda incompreensível para mim, eu fora escolhido para ouvi-las.

    Quando não contava as histórias, Altaïr refletia entre livros e lembranças, às vezes olhando fixamente por longas horas para fora da janela da sua torre. Ele agora devia estar lá, pensei, e enganchei o polegar sob a faixa do meu gorro, o puxando de volta e sombreando os olhos para enxergar a torre acima, não vendo nada além da pedra descorada pelo sol.

    — Temos uma audiência com ele? — Maffeo interrompeu meus pensamentos.

    — Não, hoje não — respondi,

  • apontando então para uma torre à nossa direita. — Vamos lá para cima...

    Maffeo franziu a testa. A torre de defesa era uma das mais altas da cidadela, e era alcançada por uma série de vertiginosas escadas, muitas das quais parecendo precisar de reparos. Mas eu era insistente e enfiei a túnica no cinto, conduzindo em seguida Maffeo acima para o primeiro nível, depois para o seguinte e finalmente ao topo. De lá avistamos toda a zona rural. Quilômetros e quilômetros de terreno escarpado. Rios como veias. Agrupamentos de povoados. Olhamos para Masyaf: da fortaleza para as edificações e os mercados da vasta aldeia lá embaixo, a paliçada de madeira da defesa externa e do estábulo.

    — O quão alto estamos? — perguntou

  • Maffeo, parecendo um pouco nauseado, sem dúvida consciente de estar sendo esmurrado pelo vento e de que agora o chão parecia muito, muito distante.

    — Uns oitenta metros — respondi. — Alto o bastante para deixar os Assassinos fora do alcance de arqueiros inimigos... mas o bastante também pa